sexta-feira, 23 de novembro de 2012

5º Capitulo: Coração ou cabeça?

Durante o almoço:

Estava eu, sentada ao lado da minha tia com o Ezequiel à minha frente, a Mariza a seu lado e o Sérgio na cabeceira da mesa, a termos um almoço super tranquilo.
- Como é que vai a faculdade Ana? - perguntou a minha tia. 
- Eu desisti... - respondi. Ainda não lhes tinha contado grande parte das minhas decisões de à dois meses para cá.
- Desististe!? - super chocado, o meu primo, só soube "gritar".
- Sim... sabiam que direito não era aquilo que eu esperava. Valeu mais desistir, do que estar a gastar dinheiro em algo que não é o que eu quero para o meu futuro. 
- E já sabes o que é que queres para o teu futuro, querida? - questionou a minha tia. 
- Sim... eu sei que pode parecer uma coisa sem futuro, mas é mesmo o que eu quero.
- Fala - pediu o Sérgio. 
- Vou abrir um salão de beleza. 
- Vais!? 
- Vou. A minha avó materna, quando faleceu, deixou-me algum dinheiro e com o que eu tenho junto, vai dar para os primeiros tempos... depois é esperar e ver se tem sucesso. 
- Tenho a certeza que vai ter muito sucesso querida - disse a minha tia. 
- Eu espero que sim.
- Se é o que tu queres... - começou o Sérgio - só espero que convides os teus primos e tios para a inauguração! 
- Podem ter a certeza que estão mais que convidados.
Acabamos o nosso almoço em torno do meu projecto. 
Depois de ter ajudado a minha tia a arrumar a cozinha, fui até ao jardim da casa do meu primo para telefonar à minha mãe.
Depois de três bip's:
"- Olá amor da minha vida!" - disse ela do outro lado da linha. 
- Mãe... como é que estás? 
"- Eu estou bem Ana. E tu? Como é que foi o primeiro dia com o teu pai?" 
- Não foi mãe. Ele está em viagem de negócios esta semana e eu estou em casa do Sérgio. 
"- O teu primo é que te foi buscar ao aeroporto?" 
- Foi. E disse-me para ficar com ele e com a tia que também está cá. 
"- Então esta semana vai ser boa!" - falou super animada. 
- Penso que sim. O Sérgio tem uma namorada de verdade mãe! 
"- O teu primo?"
- Sim! Também me custou a acreditar, mas é verdade.
"- Quando ele cá vier tem de a trazer." 
- Claro. 
"- E tu... já andas com algum algum espanhol debaixo de olho?" 
- Mãe!!
"- Ana! Tens de deixar de pensar que só porque são espanhóis têm de ser como o teu pai."
- Mas...
"- Nada! Tu és nova, tens a tua vida toda pela frente e tens de arranjar alguém."
- Ok... eu vou tentar, mas não prometo nada, até porque... 
"- Porque?" 
- Talvez... não sei, mas talvez haja alguém debaixo de olho.
"- A serio?"
- Sim... MAS não é espanhol! 
Do outro lado da linha a minha mãe desatou a rir.
- É argentino. 
"- É quase a mesma coisa!" 
- Eu sei... mas é diferente, não sei. 
"- Diferente?" 
- Sim... para além de responder sempre às minhas bocas (ela riu-se), parece ser tão simpático e, não sei, mas transmite-me qualquer coisa. 
"- Bem... que discurso..."
- Pois! Mas é um engatatão de primeira! E eu não quero que seja uma coisa de uma noite, percebes?
"- Percebo sim... mas porque é que não tentas?"
- Devo tentar mãe? 
"- Segue o que o teu coração te diz, minha princesa."
- E se ele não souber o que quer dizer? 
"- Pensas com a tua cabeça, a mãe queria continuar a falar contigo, mas é horas de ir trabalhar."
- Ah! Pois, desculpa, esqueço-me que aí é menos uma hora e que já está na hora de ires trabalhar.
"- Não tem mal.. Eu mais logo ligo-te, sim?"
- Sim. Liga para este número. É da casa do Sérgio. 
"- Ok. Até logo meu amor. A mãe ama-te muito."
- Até logo mãe. Eu também te amo muito. 
Desliguei a chamada e sentei-me na espreguiçadeira que estava ali ao pé da piscina. 
- Está tudo bem? - não queria acreditar na voz que estava a ouvir... será que tinha ouvido a minha conversa com a minha mãe? 
- Também tens a mania de ouvir conversas alheias? - questionei, deitando-me na espreguiçadeira. 
- Acabei de chegar - o Ezequiel deitou-se na que estava ao lado da que eu estava deitada.

(Ezequiel) 

Eu não sou do tipo de ficar a ouvir as conversas dos outros ao telemóvel, mas acabei por ouvir a parte final da conversa que a Ana estava a ter com a mãe a meu respeito, pelo que entendi... argentino + engatatão na cabeça da Ana é igual a Ezequiel Garay. 
- Não deverias ter ido com o meu primo para o Real Madrid? 
- Não... eu ainda tenho de fazer testes amanhã. Hoje vou mesmo ficar por aqui. 
- Boa - vi que ela não me olhava e o seu olhar estava preso no infinito. Os seus olhas estavam um pouco brilhantes. Quereria ela chorar? 
- Está mesmo tudo bem? 
- Gostas de insistir com esse tipo de perguntas. 
- Os teus olhos dizem-me o contrário das tuas respostas, que nunca chegam a ser respostas. 
Ela olhou-me e percebi que ela não estava bem. Sentei-me e cheguei-me para mais perto dela. 
- Eu sei... sei que estás a tentar fazer com que eu e tu tenhamos uma conversa aberta, mas eu não consigo. Não contigo. 
- Podes sempre esquecer que eu, sou eu. 
- É difícil. 
- Não queres tentar? 
- Mais tarde talvez.
Queria fazer com que ela se risse um pouco, aguentei 5 segundos antes de falar. 
- Já é mais tarde - o efeito foi o esperado. Ela soltou um sorriso genuíno, mas mesmo assim não foi suficiente. 
- Obrigada por tentares que eu fale, mas a sério não insistas...
- Tudo bem. Que tal um mergulho para afogar essas coisas que se passam contigo? 
- Parece-me bem... vou lá acima trocar de roupa. 
- Vamos lá então - levantei-me e estiquei a minha mãe na direcção da dela. Ela segurou-a e levantou-se. Entramos dentro de casa e fomos até aos nossos quartos. 

(Ana) 

Depois de escolher o bikini que me apetecia vestir lá me despachei. Coloquei só uma saia em volta da cintura para não andar assim pela casa.
Desci de novo para o exterior da casa e o Ezequiel já lá estava... foi impossível não me perder no corpo dele. Ele estava parado na extremidade da piscina, olhou para mim e mergulhou. 
Eu retirei a saia e fui até à escada para entrar dentro de água. A temperatura estava convidativa o que facilitou a minha entrada. 
Baixei-me de modo a que o meu corpo ficasse todo molhado. Voltando à superfície, o Ezequiel estava a centímetros de mim, completamente molhado e com gotículas na cara. 
- Assustaste-me. 
- Desculpa - com uns pequenos movimentos aproximei-me mais dele e ele acabou por se aproximar mais de mim. 
Algo parecia falar por mim... talvez o meu coração. Estava a querer que aquilo estivesse a acontecer e queria beijá-lo...
- Meninos!? - chamou a minha tia. Eu afastei-me dele e fui para o lado oposto da piscina. A minha tia não demorou a aparecer ao pé da piscina - então é aqui que vocês estão! Andava há vossa procura. 
- Passa-se alguma coisa, titi?
- Nada. Preciso de ir às compras e queria avisar-vos. Eu volto já. 
- Precisa de ajuda, D. Paqui? - perguntou o Ezequiel. 
- Não. Deixem-se ficar por aí. Até já. 
- Até já - dissemos os dois. 
Quando a minha tia saiu o Ezequiel olhou para mim e começou a aproximar-se de novo. 

3 comentários:

  1. Acabei de ler agora esta nova fic e estou a adorar! Acho que estou viciada nesta tua fic.
    Próximo, sim???
    Amei
    Beijinhos

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  2. Olá
    Como te disse não conhecia a tua Fic mas a verdade é apenas o nome me deixou com curiosidade :P
    E agora estou como a Mary viciada :P Gostei mesmo muito, acho que tens muito jeito e deves continuar ,que o próximo venha muito rápido!!:D
    Beijinhos
    Rita
    http://lifegoesonr.blogspot.pt/

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