sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

31º Capitulo: Hermanos

O jantar em casa da Tamara foi tranquilo e, mesmo sem o meu primo por lá, o que não faltou foi animação.
Os dias passaram e estamos de volta a Madrid para o casamento do meu primo. Ficamos em casa do meu pai, eu, a minha mãe, o Ezequiel e o Lucky que tinha vindo connosco. Preparamo-nos os quatro em casa do meu pai e saiamos juntos em direcção da igreja, os meus pais e o Ezequiel, eu ainda tinha de ir a casa do Sergio, para as primeiras fotografias do dia e o acompanhar até à igreja, uma vez que era a madrinha dele.
Eu e a minha mãe já estávamos despachadas, mas sinal do Ezequiel e do meu pai…nenhum. 

Ana

Rosa
 - Ana…o vestido é demasiado justo – voltou a minha mãe a dizer pela milésima vez, desde que se tinha vestido.
- Mãe, o que é bom é para se ver e tu ainda estás toda para as curvas…por isso nada de inseguranças.
- Tu é que sabes?
- Sim!
E nisto aparecem o Ezequiel e o meu pai.

Ezequiel
Roberto





















- Estava a ver que não! Esquecem-se que ainda tenho de ir para casa do Sergio? – Comecei.
- Esqueceste que estás a menos de 5 minutos de casa dele? – Respondeu o Ezequiel.
- Tudo bem…mas temos de nos despachar.
- Isso é tudo nervos de madrinha? – Perguntou o meu pai.
- Um bocado…é uma responsabilidade acrescida.
- Ana…só tens de fazer aquilo que sempre fizeste. Estar ao lado do teu primo – disse a minha mãe agarrando-me pelo braço.
- Ok…mas podemos ir andando?
- Claro. Vamos lá.
Saímos os quatro de casa e fomos até casa do Sergio. Já estava em cima da hora que tinha combinado com ele. Ele ainda tinha insistido para que os meus pais e o Ezequiel lá fossem também, mas eles ainda iam buscar uma tia nossa.
Sai do carro despedindo-me do Ezequiel e dos meus pais e entrei na casa do meu primo. Quem me abriu a porta foi a minha tia Paqui, juntamente com a minha priminha, a Daniela, filha da minha prima Mirian, a irmã do Sergio, que seria a menina das alianças. 


- Tão lindas que elas estão – dei dois beijinhos à minha tia, baixando-me de seguida e dando também dois à Daniela.
- Tu também estás muito bonita prima – disse a pequena.
- Obrigada, meu amor.
Voltei à minha posição.
- Então…já está tudo pronto? – perguntei.
- Sim. Iamos mesmo agora começar as fotografias. Vamos até ao quarto do Sergio – a minha tia agarrou-me pelo braço e fomos as três até ao andar de cima.
Quando chegamos ao quarto do Sergio, estavam lá os meus três primos, o meu tio e o fotografo. A Mirian estava linda:


Há imenso tempo que não via o René, mas, claro, no dia do casamento do irmão estava presente. O meu tio tinha um sorriso nos lábios…mostrava-se orgulhoso do Sergio. 

René
José





















O Sergio…estava uma pilha de nervos…consegui perceber isso no momento em que entrei no quarto e o vi a andar de um lado para o outro.



- A tua madrinha chegou! – Avisou a minha tia.
O Sergio olhou-me e…respirou fundo, sorrindo-me. Caminhamos os dois na direcção um do outro e abraçamo-nos.
- Estavas com medo que não viesse? – Perguntei-lhe ao ouvido.
- Não…mas podias ter ido com o Ezequiel.
- Neste momento és prioridade.
Olhamo-nos e ele deu-me um beijo na testa.
- Podemos começar com as fotografias? – perguntou o fotografo.
- Claro – o Sergio, afastou-se e tirou fotografias com os pais. Eu aproximei-me da Mirian.
- Quem diria…não é verdade? – perguntou ela.
- Podes crer…se, há um ano, me dissessem que o Sergio ia casar, jurava que era mentira.
- Somos duas.
- Os irmãos!? – a Mirian e o René aproximaram-se do Sergio e colocaram-se cada um do seu lado e o fotografo preparou-se para mais um frame de fotografias.
- Ana? Vem para aqui – pediu o Sergio.
- Eu?
- Sim! És minha irmã ou não?
- Sou… - aproximei-me deles e tiramos os 4 fotografias juntos.
Depois cada um tirou as suas individuais com o Sergio e quando chegou a minha vez, ficaram tudo menos compostas, o Sergio estava super nervoso e aproveitamos o facto de estar eu a tirar fotos com ele para descomprimir.
Quando já todos tínhamos tirado fotografias com o noivo, começamos a prepararmo-nos para rumar em direcção da igreja. Fomos em dois carros e quando lá chegamos, já lá se encontravam alguns convidados. Praticamente todos da família do meu tio.

(Ezequiel)
Estava a ficar cada vez mais ansioso para a chegada à igreja…seria a primeira vez que estaria com o Sergio e logo…no dia do seu casamento.
Fomos buscar uma tia da Ana ao aeroporto, vinda de Sevilla, e dirigimo-nos para a igreja. Já lá estava, alguns convidados, e também a família do Sergio. Obviamente ele também já lá estava.
Fiquei com a Rosa e o Roberto à entrada da igreja, juntamente com a Mirian, a irmã do Sergio.

“Já chegamos à igreja. Estás com o Sergio?”

Mandei a sms à Ana, antes de entrar na igreja. Pouco tempo depois, ela surge junto de nós. Rodei-a a minha cintura com um dos seus braços.
- Então…como é que estão? – perguntou ela.
- Tudo bem. E o Sergio? – respondeu a Rosa, perguntando-lhe o que, também eu, queria saber.
- Está uma pilha de nervos.
- Então não é boa ideia ir lá agora… - acabei por dizer. Ela olhou-me e deu-me um beijo.
- Temos de ir. Está na hora de entrarmos, a Mariza está a chegar. Mas vocês falam no copo d’água.
Era melhor mesmo.
Entramos todos na igreja. A Ana tomou o seu lugar ao lado do Sergio sussurrando-lhe algo.

(Ana)
Depois de ter ido ver como é que o outro homem da minha vida estava, era o Sergio a casar e super nervoso, o Ezequiel super nervoso também por estar aqui, voltei para dentro da igreja e tomei a minha posição ao lado do Sergio.
- Ele quer falar contigo...aconselhei a que fosse no copo-d’água.
- Fizeste bem.
Aguardamos ainda alguns minutos pela chegada da Mariza e quando se fez ouvir a marcha nupcial, ela começou a dirigir-se ao altar, com…suponho, o seu pai.


Estava deslumbrante e emocionada.

(Ezequiel)
Toda a cerimónia se passou com muita emoção por parte dos convidados e dos noivos.
Dirigimo-nos para o local do copo-d’água e, como a Ana era a madrinha, não ficou na nossa mesa. Eu fiquei com a mãe dela, o pai, a irmã e sobrinha do Sergio, bem como o seu esposo. O Rene, era o padrinho do Sergio estava, por isso, ao lado da Ana.
Depois de servido o almoço e da habitual primeira dança dos recém casados, a Ana veio ter connosco, sentando-se nas minhas pernas.
- Temos de ter uma conversinha os dois… - começou ela.
- Que se passa?
- É o Sergio…ele quer falar contigo mal acabe de dançar esta música com a Mariza. Vai até lá fora e…espera por ele.
- Tudo bem – ela saiu do meu colo, eu levantei-me e ela tomou o meu lugar.
Caminhei até ao exterior da quinta e esperei pelo Sergio. Sentei-me no muro e quando a música terminou e se ouviu os aplausos, o meu estômago começou a andar à volta.
Sei da importância que esta conversa tem para Ana…e para mim. Se há coisa que ela precisa é que nós nos demos bem…o Sergio é demasiado importante para ela para estarmos com estas infantilidades.
- Ainda bem que vieste… - o Sergio falou e sentou-se a meu lado.
- Obrigado pelo convite.
- Bom…Ezequiel, eu sei que já devíamos ter falado à mais tempo e que devia ter sido logo quando tudo aconteceu...mas quis o destino que fosse assim.
- Desculpa – olhei-o – eu não queria magoar a Ana…nem quero. Só quero que ela seja feliz…comigo, ou sem mim. Mas sei que ela não está feliz neste momento sabendo que estamos mal os dois.
- Sei…eu peço desculpa por ter sido parvo e não ter tido esta conversa contigo mais cedo. Mas…já que a estamos a ter…eu quero que protejas a Ana…que a ames como ela merece e que aquele meu sobrinho não seja como o pai.
- Assim o farei. Prometo…mas o meu filho…tem tendência para ser um conquistador de meninas. Tendo em conta o histórico da parte masculina da família.
Gargalhamos os dois.
- Estamos bem? – perguntou o Sergio esticando-me a mão.
- Estamos – eu apertei-a e abracei-o – muitas felicidades, mano.
- Obrigado puto.

(Ana)
Estava na mesa com a minha mãe ao lado…e sempre a olhar para a porta por onde os dois homens da minha vida deveriam entrar…mas estava demorado. Aquela conversa estava a demorar demasiado para a minha ansiedade.
Passado alguns minutos entram os dois…animados. Vinham os dois com sorrisos lindos nos lábios e cúmplices.
Apressei-me a ir ter com eles e abracei-os.
- Ei…uma pessoa foge assim por uns segundos e ela parece que já não nos vê à anos – comentou o Sergio.
- Vocês… - olhei-os e eles deram-me, os dois, um beijo em cada uma das minhas bochechas – eu amo-vos!
Voltei a abraça-los e, começou a tocar, novamente, música.
- Importas-te que roube a tua madrinha para uma dança? – Perguntou o Ezequiel ao Sergio.
- Desde que depois possa dançar com ela também.
- Não se preocupem que eu chego para os dois e ainda temos muito tempo pela frente, para dançar.
Eu e o Ezequiel fomos para o centro do recinto e dançamos os dois agarradinhos.

5 comentários:

  1. AH AH AH!
    PUFF tou a tentar imaginar o Sergio super nervoso c/ o casamento xD
    E TANANANA! Fizeram as pazes =D
    E agora? O que se seguirá???
    Beijinhs *.*

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  2. Ai que lindo!
    Adorei os vestidos! São lindos!
    Ainda bem que os dois conquistadores fizeram as pazes. :)
    Beijinhos

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  3. Olá!
    Oh que fofinho! Adoro casamentos xD
    E finalmente entenderam-se! Um ano ja era demais! Mas aquela piadinha do "Prometo…mas o meu filho…tem tendência para ser um conquistador de meninas. Tendo em conta o histórico da parte masculina da família. " matou-me ahahahahah Que dois! Nao ha espaço para mim nesta familia? xD
    Venha o proximo!!

    Beijo
    Ana

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  4. fantastico...

    quero mais...

    continua...

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